Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tocantins: História

A autonomia de Tocantins era um desejo antigo do então norte de Goiás. Já em setembro de 1821 o desembargador Joaquim Teotônio Segurado proclamava o governo autônomo de Tocantins. Representante da Comarca do Norte, criada por D. João VI em 1809, o desembargador rebelara-se contra o isolamento imposto à região. Seu governo teve curta duração, servindo, no entanto, para espalhar o sentimento separatista entre a população.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Acre: História

As secas nordestinas e o apelo econômico da borracha -- produto que no fim do século XIX começava sua trajetória de preços altos nos mercados internacionais -- inscrevem-se entre as causas predominantes na movimentação de massas humanas em busca do Eldorado acriano. As penetrações portuguesas do período colonial já haviam atingido seus pontos máximos no Brasil durante o século XVIII. Conseqüência inevitável foi a dilatação do horizonte geográfico na direção oeste, atingindo terras de posse espanhola, fato que se tornou matéria dos tratados de Madri (1750) e de Santo Ildefonso (1777). Ambos os tratados, partindo das explorações feitas por Manuel Félix de Leme nas bacias do Guaporé e do Madeira, estabeleceram como linha divisória das possessões respectivas, na área em questão, os leitos do Mamoré e do Guaporé até seu limite máximo ocidental, na margem esquerda do Javari.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Goiás: História

Quase um século após o descobrimento do Brasil, os colonizadores portugueses trilharam pela primeira vez as terras de Goiás. Ficaram famosas, entre outras, as expedições de Domingos Rodrigues (1596), Belchior Dias Carneiro (1607), Antônio Pedroso de Alvarenga (1615) e Manuel Campos Bicudo (1673), além da mais famosa, a de Bartolomeu Bueno da Silva, com seu filho de igual nome, então com apenas 12 anos de idade. Bueno encontrou em pleno sertão a bandeira de Manuel Campos Bicudo, que conduzia presos índios da nação dos araés, cuja área parecera ao bandeirante extraordinariamente rica em minas de ouro. De acordo com as indicações de Bicudo, para ali seguiu Bartolomeu Bueno, que aprisionou os silvícolas restantes e colheu muitas pepitas de ouro.

domingo, 8 de agosto de 2010

Rio de Janeiro: História

O nome Rio de Janeiro originou-se de um equívoco dos exploradores portugueses que, a 1º de janeiro de 1502, comandados, ao que tudo indica, por André Gonçalves, descobriram a baía atualmente chamada Guanabara. Ao confundirem a entrada da barra com a embocadura de um rio, chamaram à baía "do Rio de Janeiro", nome que depois se estenderia à cidade do Rio de Janeiro, e desta ao estado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Rio Grande do Norte: História

Na divisão do Brasil em capitanias, coube o Rio Grande do Norte a João de Barros, feitor da Casa da Índia e Mina e futuro cronista das Décadas da Ásia. Media cem léguas de costa, contadas para o norte desde a baía da Traição, limite de Itamaracá, e incluía parte da atual Paraíba.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pará: História

Conquista e formação. No fim do século XVI, após a união das coroas ibéricas em 1580, a administração colonial começou a estimular a conquista e povoamento do norte do Brasil. Processou-se de imediato a ocupação da zona bloqueada pela linha do Tratado de Tordesilhas, cujos termos colocavam o território do atual Pará (com exceção de pequena faixa próxima ao meridiano 48, a leste de Marajó) nas possessões espanholas. Assim, quando as incursões holandesas, inglesas e francesas vieram a ameaçar gravemente os domínios de Filipe II, já se procurava incorporar efetivamente o interior nortista às terras há muito conquistadas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Amazonas: História

O conhecimento do território que hoje constitui o estado do Amazonas vem do século XVI, quando o espanhol Francisco de Orellana, desceu o rio Marañon até alcançar o Atlântico (1539-1542). A descoberta teve repercussões. Logo a seguir, Gonzalo Hernández de Oviedo y Valdés comunicou-a em carta ao cardeal Pedro Bembo, exaltando as riquezas naturais aí encontradas. A carta foi publicada em Veneza (1556), chamando a atenção dos governos colonialistas europeus para uma área inexplorada de consideráveis proporções.

domingo, 6 de junho de 2010

Mato Grosso do Sul: História

A área que corresponde hoje ao território do Mato Grosso do Sul foi efetivamente povoada quando os fortes militares usados na guerra do Paraguai (1864-1870) transformaram-se, após o conflito, em núcleos urbanos, como Dourados, Miranda e Coxim. Até 1978, a história do Mato Grosso do Sul se confunde com a do Mato Grosso. A idéia do desmembramento dos dois estados surgiu no início do século XX. Expressava interesses e aspirações da região, mas esbarrava em forte resistência do norte, que temia sobretudo o esvaziamento econômico do estado. As aspirações emancipacionistas tiveram um marco importante em 1932, quando o sul aderiu à revolução constitucionalista sob a condição de que esta, uma vez vitoriosa, tornasse realidade a divisão do estado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mato Grosso: História

O primeiro a desbravar a área que viria a constituir o estado do Mato Grosso foi o português Aleixo Garcia (há quem lhe atribua, sem provas decisivas, a nacionalidade espanhola), náufrago da esquadra de Juan Díaz de Solís. Em 1525, ele atravessou a mesopotâmia formada pelos rios Paraná e Paraguai e, à frente de uma expedição que chegou a contar com dois mil homens, avançou até a Bolívia. De volta, com grande quantidade de prata e cobre, Garcia foi morto por índios paiaguás. Sebastião Caboto também penetrou na região em 1526 e subiu o Paraguai até alcançar o domínio dos guaranis, com os quais travou relações de amizade e de quem recebeu, como presente, peças de metais preciosos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alagoas: História

Primeiras notícias. Barra Grande deve ter sido o primeiro ponto do território das Alagoas visitado pelos descobridores, por ocasião da viagem de Américo Vespúcio, em 1501. Embora não haja referência àquele porto, excelente para a acolhida de navios, como a expedição vinha do norte para o sul, cabe crer que tenha ocorrido ali o primeiro contato com a terra alagoana. A 29 de setembro Vespúcio assinalou um rio a que chamou São Miguel, no território percorrido; a 4 de outubro denominou São Francisco o rio então descoberto, hoje limite de Alagoas com Sergipe.

sábado, 8 de maio de 2010

Ceará: História

Américo Vespúcio teria sido o primeiro europeu a passar ao longo da costa cearense, em meados de 1499, quando seu navio percorreu todo o litoral norte do Brasil a partir do cabo de Santo Agostinho, no Rio Grande do Norte. O mesmo percurso foi feito em princípios do ano seguinte por outra caravela espanhola, camandada por Vicente Yañez Pinzón. O Ceará, porém, só começou a ganhar vulto na história do Brasil quando da distribuição das capitanias hereditárias, cabendo a "Capitania do Siará" (1535) a Antônio Cardoso de Barros, fidalgo português que não se animou a tomar posse do feudo que lhe concedera el-rei D. João III. E mal lhe serviu a ingratidão, pois viajando de retorno ao reino, após desempenhar na Bahia o cargo de provedor-mor, embarcou no malfadado navio em que se fizera ao mar o bispo D. Pero Fernandes Sardinha. Naufragando o barco na altura de Alagoas, foram o bispo e o donatário devorados pelos índios caetés (1556). Por causa desse desastre, continuou o Ceará a pertencer a seus naturais -- tupis de língua geral na beira-mar, tapuias de "língua travada" no interior -- durante toda a segunda metade do século XVI.

Maranhão: História

Os portugueses ainda não haviam atingido o Maranhão quando a terra foi doada pelo rei de Portugal D. João III, em 1535, a três fidalgos: João de Barros, Fernand'Álvares de Andrade e Aires da Cunha. Os dois primeiros traçaram o plano para tomar posse da capitania e confiaram sua execução a Aires da Cunha, que partiu para o Brasil, no mesmo ano da doação, com dez veleiros, 900 homens de armas e 13O a cavalo. Entretanto, a frota naufragou nas costas maranhenses e o capitão morreu. Os sobreviventes teriam fundado uma povoação, Nazaré, e começado a explorar a terra pelos rios, mas os índios não lhes facilitaram essa ocupação. Da povoação não restou traço, quando esses portugueses se foram.

Pernambuco: História

A história de Pernambuco teve início em 1534, com a carta de doação de D. João III, a Duarte Coelho, de sessenta léguas de terra, que se estendiam do rio São Francisco "ao rio que cerca em redondo toda a ilha de Itamaracá (...) e abrangendo a terra da banda sul do mesmo rio", o Santa Cruz, onde Cristóvão Jacques instalara a primeira feitoria. Depois da fundação de Igaraçu, entregue a Afonso Gonçalves, Duarte Coelho construiu Olinda, onde, a partir de 1536, desenvolveu o programa colonizador, que resultaria no melhor rendimento do governo donatarial do Brasil. Foi o único, entre os donatários, que conseguiu implantar-se firmemente em seus domínios e legá-los a seus descendentes.

Rio Grande do Sul: História

Ocupação. As peculiaridades geográficas do atual estado do Rio Grande do Sul, dividido em 11 diferentes regiões fisiográficas, influíram para retardar a ocupação da terra, a leste, pelo conquistador europeu. Outro fator negativo foi o Tratado de Tordesilhas, de 1494, que dividiu a soberania sobre os descobrimentos entre Portugal e Espanha por um meridiano ideal. No caso do Brasil, o meridiano estendia-se das proximidades da ilha de Marajó até a baía da Laguna, em Santa Catarina.

Minas Gerais: História

Tal como fizera a Espanha em suas colônias do Novo Mundo, ao concentrar seus esforços na busca de metais e pedras preciosas, Portugal também transferiu para o Brasil parte dos recursos destinados às expedições do Oriente, bem mais significativas na época, à procura de ouro. O ciclo de lavagem do ouro no litoral sul se mostrou escasso e não teve exploração contínua. As expedições que partiram de Porto Seguro, no primeiro século da colonização, penetraram mais fundo em terras do interior mas nada chegaram a revelar de jazidas milionárias, nem iniciaram povoamento.

Bahia: História

É possível que a nau mensageira enviada por Pedro Álvares Cabral para dar conta ao rei D. Manuel I das novas terras descobertas tenha percorrido a costa da Bahia para o norte, a partir de Porto Seguro, antes de se lançar à travessia do Atlântico. Os primeiros registros da região de Salvador, no entanto, foram feitos pela expedição de 1501, enviada por D. Manuel para explorar a então chamada ilha de Santa Cruz. Américo Vespúcio, que participava da expedição, foi o primeiro a falar da baía a que chamaram "de Todos os Santos", por ter sido encontrada em 1o de novembro, dia de Todos os Santos.

Santa Catarina: História

A região costeira do território que constitui hoje o estado de Santa Catarina foi, desde a época do descobrimento, visitada por navegantes de várias nacionalidades. Afora a discutida versão da presença do francês Binot Palmier de Gonneville, que ali teria estado durante seis meses, em 1504, não existe dúvida quanto à viagem dos portugueses Nuno Manuel e Cristóvão de Haro, que por lá passaram, em 1514, e deram o nome de ilha dos Patos à atual ilha de Santa Catarina. No ano seguinte, Juan Diaz de Solis passou em direção ao Prata. Onze náufragos dessa expedição foram bem recebidos pelos índios carijós e iniciaram com eles intensa miscigenação. Esses aborígines viviam de caça e pesca, eram exímios tecelões de redes, esteiras e cestos, e trabalhavam objetos em pedra.

Paraná: História

Até meados do século XVII, o litoral sul da capitania de São Vicente, hoje pertencente ao estado do Paraná, foi esporadicamente visitado por europeus que buscavam madeiras de lei. No período de domínio espanhol, foi estimulado o contato dos vicentinos com a área do rio da Prata e tornou-se mais freqüente o percurso da costa meridional, cuja exploração intermitente também seria motivada pela procura de índios e de riquezas minerais. Do litoral os paulistas adentraram-se para oeste, em busca de indígenas, ao mesmo tempo que, a leste, onde hoje estão Paranaguá e Curitiba, dedicaram-se à mineração.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

São Paulo: História

Primeiros tempos. A fundação de São Vicente no litoral paulista iniciou o processo de colonização do Brasil como política sistemática do governo português, motivada pela presença de estrangeiros que ameaçavam a posse da terra. Evidentemente, antes disso já havia ali um núcleo português, que, à semelhança de outros das regiões litorâneas, havia sido constituído por náufragos e datava, provavelmente, do início do século XVI. Foi, no entanto, durante a estada de Martim Afonso de Sousa que se fundou, em 20 de janeiro de 1532, a vila de São Vicente e com ela se instalou o primeiro marco efetivo da colonização brasileira.